quarta-feira, junho 04, 2014

Mundo de Plástico


 O rídiculo está por toda a parte. É tremendamente espantoso. Posso dizer que me começa a agoniar tanta gente rídicula à minha volta. Serei eu a mais rídicula que não consigo encaixar-me neste mundo de "plástico"?
Já ninguém disfruta verdadeiramente de nada. O vírus espalhou-se por todo o lado e está a lotar as redes sociais. As pessoas tornaram-se de plástico, ridiculamente rídiculas.
As pessoas caiem nos sítios da modam e agarram-nos como se não houvesse mais nada. Usam todas os mesmo sapatos. E usam todas as mesmas cores e os mesmo modelos. Usam os cabelos da mesma forma e, pior, julgam-se sempre melhor ainda sendo iguais. Marcam lugar, marcam posição, como se de uma propriedade se tratasse. Sim, propriedade. É isso. As pessoas acham-se propriedades umas das outras. Andam em manadas e não admitem intrusos ou desvios de rumos. Na verdade, não se sabem aceitar umas às outras se não forem todas iguais. Virem os mesmo filmes, ouvirem as mesmas músicas. Cheiram todas ao mesmo. Cheiram a demais. A abuso. A cansaço. A tédio. São tremendamente boring.
Mas ainda o que me espanta mais são as pessoas que um dia foram inteligentes. Um dia. Que um dia tiveram uma postura e uma personalidade própria e hoje transformaram-se em algo que um dia mais tarde já apenas identificarão nos outros: eu sou como eles. Perdem-se delas próprias.
É rídiculo. É triste. É acima de tudo degradante ter de conviver com tanta parvoeira.

Podemos todos voltar a ser de carne e osso e sair da montra?
Vá lá... deixemos o plástico... nem que seja só por umas horas.

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