terça-feira, agosto 13, 2013

E perderam-se no corpo um do outro uma e outra vez.


Estiveram três anos sem se verem. Três anos sem se tocarem. Três anos sem se falarem. E chegou o dia em que os caminhos se cruzaram mais uma vez. E outra e outra. E terminaram onde terminavam sempre. Na cama num longo, demorado e prolongado amor.
E passaram dois anos e eles eram os mesmos. Adormeceram abraçados como se tivesse sido ontem a última vez que dormiram juntos. Não se esqueciam um do outro. Da pele um do outro. Do cheiro um do outro. Dos arrepios. Dos sorrisos. Dos olhares. Do toque. Da magia. Do amor.
No final ela dormia ainda. Ele abraçando-a, descontraído caía na leitura do seu livro de cabeceira e deixava cair o olhar pelo seu ar terno enquanto dormia. Pelo seu corpo nú e puro. Admirava as curvas imperfeitas dela. As marcas, as cicatrizes, os sinais. Gostava de como o corpo dela caía junto ao seu e encaixava. Tal como dantes. Sorria e respirava fundo.
Ela acordara. Sorria e abraçava-o forte. Levantara-se. Nua. Toda nua. Foi agarrá-la à cozinha. A luz que entrava pela janela iluminava os seus ombros e a nuca. Beijara-a até não poder mais.
Segredou-lhe ao ouvido: Fica cá só mais uma noite. Fica cá só mais uma noite todos os dias pode ser?
E ela traquina como sempre fora segredou: Só se me apanhares. 
E correu pela casa fora até ele a apanhar e se perderem nos braços um do outro. Uma e outra vez.

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