domingo, dezembro 11, 2011

Relação Singular


- Tu és especial.
- Sou?
- Sim. És tu a todas as horas. És genuína.
- Que bom.
- Sim. E nós somos especiais os dois. A nossa relação é diferente. Singular, digamos.
- Singular. Pode ser. Gosto disso.

Deixaram-se estar os dois ali, bem calminhos e tranquilos. Estava a saber-lhe tão bem. Sentira a certeza de que estava liberta de muita coisa, de muitos sentires. Estava de coração aberto novamente.
Realmente ele tinha razão. Ela era genuína e nada poderia fazer contra isso. Talvez por isso fosse muitas vezes mal interpretada. Mas nunca pensou duas vezes quanto a deixar-se levar e entregar o coração nas mãos dos que ama. Apenas porque gosta de se sentir feliz e tranquila. Apenas porque gosta de saber que há vontades que são realizáveis.
E olhou para ele. Continuava igual. No fundo, eram os dois as mesmas pessoas, com algum tempo que passou por eles e entre eles, mas ainda assim estavam ali os dois, novamente.
Sentia-se aconchegada, e isso chegava-lhe.
Deixara de ser exigente. Contentava-se com o momento. O presente.
E sentia-se tranquila, singular.

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