sexta-feira, dezembro 23, 2011

Conversas no Metro (2)

- É natural que não mostre consideração e carinho por ti.
- Ai é? Então?
- Porque já nem por ele a tem.


(nada mais a acrescentar.)

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Normalidade Estupidificante

Há sempre o dia em que dizemos para nós mesmos: Chega.
Cansado da banalidade, da normalidade, ele decidiu que não queria mais levar o rumo normal da vida: licenciar-se, tornar-se mestre, casar e ter filhos.
Tudo isso poderia acontecer, mas não teria de ser premeditado. Não porque era normal. Não porque deveria ser normal isso acontecer.
Tinha o hábito normal de confiar e acreditar eternamente nas pessoas. De eternizar nelas aquilo que o cativara quando as conhecera. De ter esperança nelas. Mas há um tempo para tudo. E acreditar eternamente é absurdo. Estupidificante.
Encostara-se no sofá onde se preparava para descansar uns minutos. Pensava nela. Não conseguiu sorrir, mas também não ficou triste. Não sentira nada. Apenas pensava. Acreditou que tinha finalmente desistido dela, daquilo que acreditava que ela era capaz . Do que via nos olhos e no coração dela,na sua essência. Já não estava lá. Sentira hoje isso com toda a certeza. Apenas ficaria como que restava dela, pelo menos até ao dia em que até disso ele decidisse desistir também. "Pode ser que não... quem sabe." Murmurou baixinho, pensando com carinho nela e sorriu.
Gritou o nome do seu novo amor. Beijou-a intensamente. Brincaram um pouco e juntos foram jantar.


Tinha voltado mais um pouco a si. Todos os dias mais um bocadinho.

domingo, dezembro 11, 2011

Relação Singular


- Tu és especial.
- Sou?
- Sim. És tu a todas as horas. És genuína.
- Que bom.
- Sim. E nós somos especiais os dois. A nossa relação é diferente. Singular, digamos.
- Singular. Pode ser. Gosto disso.

Deixaram-se estar os dois ali, bem calminhos e tranquilos. Estava a saber-lhe tão bem. Sentira a certeza de que estava liberta de muita coisa, de muitos sentires. Estava de coração aberto novamente.
Realmente ele tinha razão. Ela era genuína e nada poderia fazer contra isso. Talvez por isso fosse muitas vezes mal interpretada. Mas nunca pensou duas vezes quanto a deixar-se levar e entregar o coração nas mãos dos que ama. Apenas porque gosta de se sentir feliz e tranquila. Apenas porque gosta de saber que há vontades que são realizáveis.
E olhou para ele. Continuava igual. No fundo, eram os dois as mesmas pessoas, com algum tempo que passou por eles e entre eles, mas ainda assim estavam ali os dois, novamente.
Sentia-se aconchegada, e isso chegava-lhe.
Deixara de ser exigente. Contentava-se com o momento. O presente.
E sentia-se tranquila, singular.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Meanings [1]

Felicidade - s. f. fe-li-ci-da-de., do lat. felicitate, estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico - abrange uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até à alegria intensa ou júbilo - é gostar de viver, sorrir e gostar de sorrir.


Tal e qual.
Nem mais, nem menos que isto.
Faria hoje 57 anos.
57 anos a saber viver.