segunda-feira, novembro 28, 2011

What love is about.


William: I live in Notting Hill, you live in Beverly Hills. Everyone in the world knows who you are, my mother has trouble remembering my name.

Anna: I'm also just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her.

Anna: Can I stay for a while?
William: You can stay forever.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Rotinas de Cabeceira

Apeteceu-me pegar no livro de cabeceira e a primeira leitura foi a seguinte:

"Outono

Uma lâmina de ar
atravessando as portas. Um arco,
uma flecha cravada no outono. E a canção
que fala das pessoas. Do rosto e dos lábios das pessoas.
E um velho marinheiro, grave, rangendo o cachimbo
como uma amarra. À espera do mar. Esperando o silêncio.
É outono. Uma mulher de botas atravessa-me a tristeza
quando saio para a rua, molhado, como um pássaro.
Vêm de muito longe as minhas palavras, quem sabe se
da minha revolta última. Ou do teu nome que repito.
Hoje há soldados, eléctricos. Uma parede
cumprimenta o sol. Procura-se viver.
Vive-se, de resto, em todas as ruas, nos bares, e nos cinemas.
Há homens e mulheres que compram o jornal e amam-se
como se, de repente, não houvesse mais nada senão
a imperiosa ordem de (se) amarem.
Há em mim uma ternura desmedida pelas palavras.
Não há palavras que descrevam a loucura, o medo, os sentidos.
Não há um nome para a tua ausência. Há um muro
que os meus olhos derrubam. Um estranho vinho
que a minha boca recusa. É outono.
A pouco e pouco despem-se as palavras."

Joaquim Pessoa



(E é nestas pequenas vontades rotineiras que me sinto a recolorir..
A pouco e pouco.)

quarta-feira, novembro 16, 2011

domingo, novembro 13, 2011


É para já, meu caro amigo!

:)

quarta-feira, novembro 09, 2011

Conversas no Metro (1)

- É uma pobre coitada.
- Pois..
- Mas olha, foram feitos um para o outro.
- Achas? Então?
- Casal perfeito. Ele só mente. Ela acredita sempre.


(Nem de propósito. Na mouche.
Não consegui não sorrir um pouco ironicamente.)

segunda-feira, novembro 07, 2011

Não escolher cansa

"Escolher implica fazer renúncias: que sorte poder escolher, mesmo que nos equivoquemos."

Tenho escolhido sempre. Tenho abraçado todos os riscos que a vida me traz. Tenho sempre escolhido tomá-los como meus. Escolhi sempre. Mesmo quando escolhi não escolher nada. E foi esse o maior risco e o maior equívoco: esperar que alguém escolhesse por mim.
Deixei o coração nas largas avenidas e deixei-o repousar em mãos alheias. Dei-o ao uso e ao abuso. E escolhi fazê-lo, é verdade. Escolhi lutar por um amor que não era meu, mas que poderia ter sido. Poderia escolher ser meu. E escolhemos os dois. Várias vezes, e vários dias, em longos passeios e longas noites e tardes e manhãs de amor, dedicação e compreensão.
Escolhi que não queria escolher, mas queria esperar uma escolha alheia.
E no equivoco da escolha errada, tenho sorte. Porque nunca deixei de escolher os rumos do coração. E escolhi envolver-me na história errada, com as pessoas erradas. Mas escolhi.
E novamente escolhemos os dois. E nunca mais escolheremos juntos.

Não sei viver em mundos de rumos preparados, previsíveis, e afundados na ignorância de comportamentos demasiadamente corrompidos pelo discurso distorcido de corações invulgares e falsos.
Viver assim cansa.
Não escolher cansa.