segunda-feira, maio 30, 2011

Soneto de Amor

Senti a tua falta e procurei-te nas folhas do livro que deixaste comigo.
Resolvi escolher qualquer um, o primeiro que aparecesse, a primeira página a ficar aberta.

"SONETO DE AMOR

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus;não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce.

José Régio"

E tu estavas lá, meu amor... em cada palavra.

segunda-feira, maio 02, 2011