sexta-feira, dezembro 23, 2011

Conversas no Metro (2)

- É natural que não mostre consideração e carinho por ti.
- Ai é? Então?
- Porque já nem por ele a tem.


(nada mais a acrescentar.)

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Normalidade Estupidificante

Há sempre o dia em que dizemos para nós mesmos: Chega.
Cansado da banalidade, da normalidade, ele decidiu que não queria mais levar o rumo normal da vida: licenciar-se, tornar-se mestre, casar e ter filhos.
Tudo isso poderia acontecer, mas não teria de ser premeditado. Não porque era normal. Não porque deveria ser normal isso acontecer.
Tinha o hábito normal de confiar e acreditar eternamente nas pessoas. De eternizar nelas aquilo que o cativara quando as conhecera. De ter esperança nelas. Mas há um tempo para tudo. E acreditar eternamente é absurdo. Estupidificante.
Encostara-se no sofá onde se preparava para descansar uns minutos. Pensava nela. Não conseguiu sorrir, mas também não ficou triste. Não sentira nada. Apenas pensava. Acreditou que tinha finalmente desistido dela, daquilo que acreditava que ela era capaz . Do que via nos olhos e no coração dela,na sua essência. Já não estava lá. Sentira hoje isso com toda a certeza. Apenas ficaria como que restava dela, pelo menos até ao dia em que até disso ele decidisse desistir também. "Pode ser que não... quem sabe." Murmurou baixinho, pensando com carinho nela e sorriu.
Gritou o nome do seu novo amor. Beijou-a intensamente. Brincaram um pouco e juntos foram jantar.


Tinha voltado mais um pouco a si. Todos os dias mais um bocadinho.

domingo, dezembro 11, 2011

Relação Singular


- Tu és especial.
- Sou?
- Sim. És tu a todas as horas. És genuína.
- Que bom.
- Sim. E nós somos especiais os dois. A nossa relação é diferente. Singular, digamos.
- Singular. Pode ser. Gosto disso.

Deixaram-se estar os dois ali, bem calminhos e tranquilos. Estava a saber-lhe tão bem. Sentira a certeza de que estava liberta de muita coisa, de muitos sentires. Estava de coração aberto novamente.
Realmente ele tinha razão. Ela era genuína e nada poderia fazer contra isso. Talvez por isso fosse muitas vezes mal interpretada. Mas nunca pensou duas vezes quanto a deixar-se levar e entregar o coração nas mãos dos que ama. Apenas porque gosta de se sentir feliz e tranquila. Apenas porque gosta de saber que há vontades que são realizáveis.
E olhou para ele. Continuava igual. No fundo, eram os dois as mesmas pessoas, com algum tempo que passou por eles e entre eles, mas ainda assim estavam ali os dois, novamente.
Sentia-se aconchegada, e isso chegava-lhe.
Deixara de ser exigente. Contentava-se com o momento. O presente.
E sentia-se tranquila, singular.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Meanings [1]

Felicidade - s. f. fe-li-ci-da-de., do lat. felicitate, estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico - abrange uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até à alegria intensa ou júbilo - é gostar de viver, sorrir e gostar de sorrir.


Tal e qual.
Nem mais, nem menos que isto.
Faria hoje 57 anos.
57 anos a saber viver.

segunda-feira, novembro 28, 2011

What love is about.


William: I live in Notting Hill, you live in Beverly Hills. Everyone in the world knows who you are, my mother has trouble remembering my name.

Anna: I'm also just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her.

Anna: Can I stay for a while?
William: You can stay forever.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Rotinas de Cabeceira

Apeteceu-me pegar no livro de cabeceira e a primeira leitura foi a seguinte:

"Outono

Uma lâmina de ar
atravessando as portas. Um arco,
uma flecha cravada no outono. E a canção
que fala das pessoas. Do rosto e dos lábios das pessoas.
E um velho marinheiro, grave, rangendo o cachimbo
como uma amarra. À espera do mar. Esperando o silêncio.
É outono. Uma mulher de botas atravessa-me a tristeza
quando saio para a rua, molhado, como um pássaro.
Vêm de muito longe as minhas palavras, quem sabe se
da minha revolta última. Ou do teu nome que repito.
Hoje há soldados, eléctricos. Uma parede
cumprimenta o sol. Procura-se viver.
Vive-se, de resto, em todas as ruas, nos bares, e nos cinemas.
Há homens e mulheres que compram o jornal e amam-se
como se, de repente, não houvesse mais nada senão
a imperiosa ordem de (se) amarem.
Há em mim uma ternura desmedida pelas palavras.
Não há palavras que descrevam a loucura, o medo, os sentidos.
Não há um nome para a tua ausência. Há um muro
que os meus olhos derrubam. Um estranho vinho
que a minha boca recusa. É outono.
A pouco e pouco despem-se as palavras."

Joaquim Pessoa



(E é nestas pequenas vontades rotineiras que me sinto a recolorir..
A pouco e pouco.)

quarta-feira, novembro 16, 2011

domingo, novembro 13, 2011


É para já, meu caro amigo!

:)

quarta-feira, novembro 09, 2011

Conversas no Metro (1)

- É uma pobre coitada.
- Pois..
- Mas olha, foram feitos um para o outro.
- Achas? Então?
- Casal perfeito. Ele só mente. Ela acredita sempre.


(Nem de propósito. Na mouche.
Não consegui não sorrir um pouco ironicamente.)

segunda-feira, novembro 07, 2011

Não escolher cansa

"Escolher implica fazer renúncias: que sorte poder escolher, mesmo que nos equivoquemos."

Tenho escolhido sempre. Tenho abraçado todos os riscos que a vida me traz. Tenho sempre escolhido tomá-los como meus. Escolhi sempre. Mesmo quando escolhi não escolher nada. E foi esse o maior risco e o maior equívoco: esperar que alguém escolhesse por mim.
Deixei o coração nas largas avenidas e deixei-o repousar em mãos alheias. Dei-o ao uso e ao abuso. E escolhi fazê-lo, é verdade. Escolhi lutar por um amor que não era meu, mas que poderia ter sido. Poderia escolher ser meu. E escolhemos os dois. Várias vezes, e vários dias, em longos passeios e longas noites e tardes e manhãs de amor, dedicação e compreensão.
Escolhi que não queria escolher, mas queria esperar uma escolha alheia.
E no equivoco da escolha errada, tenho sorte. Porque nunca deixei de escolher os rumos do coração. E escolhi envolver-me na história errada, com as pessoas erradas. Mas escolhi.
E novamente escolhemos os dois. E nunca mais escolheremos juntos.

Não sei viver em mundos de rumos preparados, previsíveis, e afundados na ignorância de comportamentos demasiadamente corrompidos pelo discurso distorcido de corações invulgares e falsos.
Viver assim cansa.
Não escolher cansa.

segunda-feira, outubro 24, 2011

Sonhos de Outono


Estavam os dois de mãos dadas a passear pelos campos secos do Outono que teimava em chegar tarde. Regressavam do piquenique onde tinham sido puramente felizes. Sorriam e liam poemas um ao outro, debaixo de um sobreiro, e no final da tarde fizeram amor com o carinho e o entusiasmo de todas as vezes. Tinham tido a tarde perfeita, como todos os momentos que passavam juntos.
De mãos dadas seguiram até ao carro para regressarem a casa, onde seriam novamente felizes.

Acordara.
Colocara o braço por cima do corpo que dormia a seu lado.
Abrira os olhos. Tinha sido um sonho.
Era outra mulher que repousava ao lado dele, de cabelos com cheiro e cor diferentes.
Sentira-se angustiado e nostálgico.
Retirou o braço, voltou-se para o outro lado para fugir à realidade e deixou-se sonhar mais um pouco.
Só mais um pouco.

quinta-feira, outubro 06, 2011

sem ti, um ano depois.

E hoje faz um ano da tua ausência.
Dentro de mim, eu cuido de ti querida. Todos os dias.

segunda-feira, outubro 03, 2011

Susurros do coração

Tinha regressado mais cedo do que esperado. Precisava de estar só. Amanhã dar-se-ia a mais um tempo agradável para evitar pensar mais um pouco sobre qualquer assunto relacionado com o coração.
Se durante todos os dias da vida dela, o coração tinha traçado cada rumo, neste momento ela estava deveras preocupada em não lhe ligar absolutamente nenhuma. Ignorava-o sempre que este tentava deixá-la angustiada e confusa durante o dia, afundando-se mais e mais no imenso trabalho que a rodeava.
De noite permitia-se a ceder mais um pouco. Ainda que estivesse entretida entre olhares conhecidos, carinhosos e afáveis, deixava sempre que o coração lhe segredasse ao ouvido, nem que fosse no final da noite.
E ao adormecer pensava: Mais um dia que passou. Mais um dia que se perdeu. Mais um dia que se ganhou.

segunda-feira, setembro 12, 2011

A simplicidade da dor de não amar mais

Deitava-se agora ao lado dele. Enquanto a sua mão percorria o rosto dele ela deixava cair uma lágrima e respirava fundo. Ele dormia profundamente e em paz. Ela tinha o inferno a percorrer-lhe as veias e corroer-lhe a alma. Após tantos anos era demasiadamente doloroso descobrir que já não o amava. Gostava de sorrir com ele, e de o ver a expressar-se. Gostava da forma como ele falava e como conduzia a vida dele, a vida deles. Mas já não o amava.
Abraçava-o agora como que a despedir-se dele. Tinha de o deixar ir. Tinha de o libertar.

Levantou-se e retirou debaixo da cama a mala com a pouca bagagem que havia escondido durante a tarde. Ia partir. E nunca mais voltaria, não àquela cama.
Simplesmente porque já não o amava.

domingo, julho 31, 2011

Renascer nas Origens

Fui refugiar-me no meio dos meus. Procurar-me no meio deles. Perder-me por lá e reencontrar-me.
Os baques foram dolorosos. O choque com um mundo de complicações quebrara a minha linha entre o equilíbrio e o desequilíbrio. Tinha de me restabelecer, voltar a reconhecer-me em qualquer coisa que me lembrasse que a minha vida é assente em simplicidades.
Foram necessárias 2 palavras para perceber que aquela realmente não era eu. Nem poderia permitir que fosse. Falei. Desabafei. Entendi que simplesmente não havia mais nada para perceber para além daquilo que tinha diante de mim. Entreguei-me à aceitação dos factos como eles são, relativizando-os.
E no meio dos meus, entre olhares cúmplices, gestos ternos, tive vontade de me distanciar e de sentir o tamanho de tudo o que é tão meu.

Fui às origens e entreguei-me de corpo, alma e coração. Entreguei-me aos meus. Perdi-me com eles e encontrei-me de novo.
No regresso, respirei fundo sorri e cantarolei a viagem toda.

Era eu, de volta a mim, renascida.

quinta-feira, julho 28, 2011

Feedback sentimental

Após um dia intenso de trabalho, noticias inesperadas e um tanto ou quanto aborrecidas, ela finalmente sentara-se no sofá para poder descontrair um pouco.
Tinha pensado em muita coisas nos últimos dias. Sabia que estes dias estavam a ser importantes para pesar atitudes e valores.
Pensou que a vida dela estagnara um pouco nos últimos tempos, a nível profissional. Tinha os seus mais-que-tudos-desta-vida (entenda-se, os amigos e a família) mas isso neste momento não lhe chegava. Tinha saudades do teatro, e achava que deveria apostar na sua formação, mais a nível de satisfação pessoal do que profissional.

Estava tomada a primeira decisão dos últimos dias: Retomar o teatro, o quanto antes. Não iria perder tempo.

Quanto ao tempo sabia que agora mais que nunca, este também estava a passar de forma marcante. Precisava dele para se habituar a alguns sentimentos. Há muito que não experimentava uma confusão tão grande de sentires. Sentia tristeza, desilusão, medo e um misto de saudade e de perca. Mas esta semana havia algo que ganhava: o cansaço. Estava emocionalmente esgotada e tinha consciência disso.

Segunda decisão dos últimos dias: Dar uma folga à relação eu-coração-tu. Não lhe fazia bem tanta oscilação de sentires.

Conclusão: Intensificar as coisas simples e belas da sua vida. Viver hoje a certeza de tudo o que lá estará amanhã, e ser feliz.

O resto.
O resto irá resolver-se numa outra semana qualquer. Não pode importar muito, por agora.

quarta-feira, julho 27, 2011


"As pessoas casam-se por sexo e separam-se por sexo. O desejo alimenta ou mata o amor. Inevitavelmente." C.T.

terça-feira, julho 19, 2011

Permanência desiludida

Sentia-se caído na desilusão em permanência. Tinha perdido o entusiasmo. No meio de tanta magia afinal as coisas eram basicamente rotineiras como tantas outras, e claro há muita coisa que nem mesmo o tempo estava a melhorar, mas apenas a acentuar mais.
Apercebia-se todos os dias claramente que talvez não fosse aquilo. Não assim. Não como ele queria.
Achava que algo se tinha perdido e não sabia exactamente o quê.
Até que percebeu.
E pronto, era tarde demais. E a solução apenas uma. Apenas um rumo a seguir.
Que assim seja então.

segunda-feira, julho 18, 2011

Idas e voltas, Voltas e Idas

Os quilómetros passavam no contador e os meus pensamento perdiam-se na estrada que nunca tem fim. Tinha saudades de me perder em pensares e sentires nestas estradas e nestes campos que me são tão familiares. Sou em em pleno em casa segundo, ali. Simplesmente a deixar-me ser. A tirar todo o proveito de qualquer lágrima que possa cair, ou qualquer sorriso genuíno. Só meus. Tudo tão meu. E sim, sentia muita falta deste bocadinho só e tão meu. Deste grande bocadinho de estrada que sempre me indicou que rumo a seguir.
Algo é certo.

Nestas idas e voltas, voltas e idas, vou sempre lá ter.
Ao mais genuíno que há em mim.

quinta-feira, junho 30, 2011

Origem de todas as Coisas

As cores secas do campo confundiam-se com o calor do alcatrão que queimava. O Verão havia chegado aqui, finalmente. O calor sufocante e as noites de puro silêncio haviam chegado.
Observo que não há céu como este. Não há ceu como o meu, como o das minhas origens. Deixo-me envolver por todas as coisas. Respiro fundo e deixo-me ser.
Algo recomeçara naquela noite.
Talvez como em todas as noites ali.
Era ali, para mim, a origem de todas as coisas.
A minha Origem.

domingo, junho 26, 2011

Eat Pray Love (4)

"She says that people universally tend to think that happiness is a stroke of luck, something that will maybe descend upon you like fine weather if you´re fortunate enough. But that´s not how hapiness works. Happiness is the consequence of personal effort. You fight for it, strive for it, insist upon it, anda sometimes even travel around the world looking for it. You have to participate relentlessly in the manifestations of your own blessings. And once you have achieved a state of happiness, you must make a mighthy effort to keep swimming upward into that hapiness forever, to stay afloat on top of it.If you don´t, you will leak away you innate contentment."

quinta-feira, junho 23, 2011

A simplicidade de ser livre no amor

Assim que virou costas chorou. Chorou apenas por segundos. Foi suficiente. Soluçou um pouco e deixou que a alma gritasse o sufoco que a sua garganta segurava. Sentou-se. Olhou para o tecto e fechou os olhos. Deixou-se estar um pouco. Lamentou-se por breves segundos enquanto escorriam mais duas ou três lágrimas pelo seu rosto recemente queimado do sol.
Adormeceu por 5 minutos e dominada pelas emoçoes aconchegou-se no seu cabelo e lembrou-se de como ficava bem junto ao dele. De como gostava quando ele a cheirava, e quando a mão dele passava pelos cabelos dela.
Pensou que estava tão farta de lutar contra o seu próprio coração. Estava cansada de tentar impor-se a uma solidão que não queria de todo viver. Estava na hora de partilhar. Finalmente. Ser livre dentro da partilha. Era tudo o que ela queria. Tudo o que ela sempre quis.


A simplicidade de ser livre no amor.
Só isso.
Não é querer muito, pois não?

segunda-feira, junho 13, 2011

O "Aniversário" do Grande

"ANIVERSÁRIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!..."



O Grande partiu, mas deixou-nos o que de melhor tinha.
A sua Obra.
125 anos para Pessoa. Parabéns meu grande génio.

Não sei falar de amor

Hoje, não sei falar de amor.

Não sei falar da dor. Da dor no amor.

quarta-feira, junho 01, 2011

Linhas Ténues da Paixão


Podes proteger-te todos os dias, mesmo que não em todos os segundos. É possível. Podes recuar. Podes relativizar. Podes evitar. Podes racionalizar. E chega o dia em que o coração acelera desmedidamente e a protecção acaba. E aí é quebrada a linha demasiadamente ténue entre a paixão e a razão.
E não há nada a fazer.
Não se pode proteger um coração apaixonado.

segunda-feira, maio 30, 2011

Soneto de Amor

Senti a tua falta e procurei-te nas folhas do livro que deixaste comigo.
Resolvi escolher qualquer um, o primeiro que aparecesse, a primeira página a ficar aberta.

"SONETO DE AMOR

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus;não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce.

José Régio"

E tu estavas lá, meu amor... em cada palavra.

segunda-feira, maio 02, 2011

quinta-feira, abril 28, 2011

Eu sei, Não te conheço, mas Existes*

Eu sei, não te conheço, mas existes.
Por isso os deuses não existem,
a solidão não existe
e apenas me dói a tua ausência
como uma fogueira
ou um grito.

Não me perguntes como mas ainda me lembro
quando no outono cresceram no teu peito
duas alegres laranjas que eu apertei nas minhas mãos
e perfumaram depois a minha boca.

Eu sei, não digas nada, deixa-me inventar-te.
Não é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos sobre a tua nudez
como uma sombra no deserto.
É apenas este rio que me percorre há muito e desagua em ti,
porque tu és o mar que acolhe os meus destroços.
É apenas uma tristeza inadiável, uma outra maneira de habitares
em todas as palavras do meu canto.

Tenho construido o teu nome com todas as coisas.
Tenho feito amor de muitas maneiras
docemente,
lentamente,
desesperadamente,
à tua procura, sempre à tua procura
até me dar conta que estás em mim, que é em mim que devo procurar-te,
e que tu apenas existes porque eu existo
e eu não estou só contigo
mas é contigo que quero estar só
porque é a ti
que eu amo.


*Joaquim Pessoa
(continua a deixar-me sem ar....)

segunda-feira, abril 25, 2011

Sonhos Partilhados

- És sonhadora e isso é bom.
- Será?
- Claro que sim. Sem sonho não há esperança.

Argumentei qualquer coisa que contrariava a ideia mas por várias vezes nos últimos três dias pensei nisso. Sou sonhadora, tremendamente sonhadora. Chego a ter receio de não conseguir parar de sonhar, ou até de me perder dentro de sonhos. Não creio que seja para alimentar esperanças de algo mas para viver e sentir. Sou um animal guiado pelos sentires. Apenas. Unicamente. Todo e qualquer impulso meu, ainda que podendo ser racionalizado, carrega uma grande conotação sentimental a qualquer coisa. Carrega a tal grande dose de partilha. Porque sou uma sonhadora a dois, ou a três ou a dez. Sonho para mim e para ti. Para nós. Para todos.
Nesta Páscoa senti que não precisaria de sonhar. Não nestes dias. Tinha tudo. Felicidade, Familia, Amigos, Mãos dadas e Olhares ternos.
Partilhas.
E foi tudo o que precisei.
Agora é sonhar para que tudo isto volte depressa.
Todos os dias. Seria bom.

domingo, março 27, 2011

Hoje é para Teatrar :)

27 de Março - Dia Internacional do Teatro.

Será sempre comemorado dentro de mim. Sempre.

terça-feira, março 22, 2011

Adeus "Gajo Porreiro"

"Gostaria de ser lembrado como o gajo porreiro com os seus defeitos e com as suas qualidades. Gostaria de ser lembrado como alguém que nunca fez mal a ninguém. Gostaria de ser lembrado como... morreu o gajo porreiro".
E serás Artur, sempre.

domingo, março 13, 2011

Amor - Combate

Combates perdidos duma guerra que teima em não acabar.
Viro costas sem olhar para trás?
Ou luto?
Na incerteza ficarei a assitir, um pouquinho mais. Só um pouquinho mais.

sexta-feira, março 11, 2011

Verdades Públicas (1)

Em conversa de autocarro um senhor um pouco mal disposto diz para outro tão mal disposto como o primeiro:
- Tu já viste esta vida? Ah e tal quero trabalhar.. mas já sou velho... Se peço a reforma, sou novo demais!
- Cabrões! Vão-nos ficar com os ossinhos todos...


Verdade. Pura verdade.

quinta-feira, março 10, 2011

Eat Pray Love (3)

"Move ahead with your life, will ya? What I mean is - find somebody new to love someday. Take the time you need to heal, but don´t forget to eventually share your heart with someone."

terça-feira, março 08, 2011

Barcelona serve-lhe bem.

Foi no retorno daqueles 4 dias mágicos que ela sentiu o baque. Barcelona poderia ser o tal sítio. Sentiu uma enorme vontade de largar tudo e correr para lá. Para ali, e para ele. O reencontro mexera com ela de alguma forma que ainda hoje não compreendia. Pensava várias vezes como seria se ele a quisesse por perto. Se ela arriscasse tal como ele e partisse à descoberta de mais, de si, do mundo. Seria feliz ali com toda a certeza.
Barcelona roubou-lhe a alma e encheu-lhe o coração.
Ela quer mais. Não sabe como, mas quer mais.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Hoje procurei a tua mão mas ela já lá não estava.


Talvez nunca tenha estado.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Let´s be a star just for one day... at least :)



E a rodagem do VideoClip Swat foi assim :)
Obrigada a toda a equipa da ETIC e aos profs pelo convite e pela paciência.
Obrigada ao Larry pelas fotos :)

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Os últimos dias de 2010 não foram os melhores, e 2011 não teve uma entrada excepcional, mas vocês estavam lá e isso é T-U-D-O!