terça-feira, novembro 23, 2010

Eat Pray Love (2)


..it is better to live your own destiny imperfectly than to live an imitation of somebody else´s life with perfection. So now I have started living my own life. Imperfect an clumsy as it may look, it is resembling me now, thoroughly.



Elizabeth Gilbert

segunda-feira, novembro 15, 2010

Demasiadamente demasiado



Preparo o jantar e ao saborear penso que está delicioso. Irás gostar com toda a certeza. O teu prato preferido será este. E serei sempre a fazê-lo, sempre que quiseres. Seguidamente, após as tarefas domésticas resolvo relaxar, sentar e ler algumas páginas. Leio-te por todo o livro. Todas as tuas curvas, traços, cores. Estás em cada página, em cada linha, em cada palavra. Tenho pena que este livro não tenha imagens. Queria tanto saber ver-te. Imagino-te assim, tal como tu és. Com os teus olhos, os teus cabelos e o teu sorriso. Com todas as tuas marcas, tatuagens, ou piercings. Tudo o que houver em ti. Vejo-te mover por entre as palavras como que à minha procura e escondo-me sempre que viro a página, e tu reapareces. Fecho o livro, está demasidamente cheio de ti.

Saio de casa e vou até à beira-rio. Vejo-te em cada banco do jardim, ao meu lado sempre. Sinto-te ali, por entre as árvores e a relva. E a água balanceia o teu nome para lá e para cá, enrolando-se nele até não se ouvir mais. A calçada chia ao saber-te ali, ao saber os teus passos, ao conhecer o teu movimento, o teu andar. As árvores trazem-te até mim sempre que o Outuno traz mais uma folha até ao chão. E tu continuas a procurar-me. E eu escondo-me em passos largos. Resolvo sair dali. O jardim está demasiadamente cheio de ti.

Sento-me no café e fumo um cigarro. Estás em todas as mesas, em todos os rostos, em todos os gestos. Todas as vozes falam de ti. O chá fala comigo e conta-me histórias sobre ti. Sobre como tens vivido, e também sobrevivido (sem mim). O doce sabor traz-me o teu cheiro, o teu sabor, o teu toque. Os meus lábios já te conhecem mas não te reconhecem. Apenas reclamam por ti. E levanto-te e volto para o carro. O café está demasiadamente cheio de ti.

Já no carro, tu continuas a seguir-me. Estás lá fora, cá dentro, na música em todas as estações da rádio. Cada melodia é um estado teu. Sei-te alegre, triste, resmungão, exuberante e apaixonado. Estás em cada kilómetro, em cada curva, onde desenhas a nossa estrada e plantas a nossa história em cada pedaço do alcatrão. E fujo. As ruas estão demasiadamente cheias de ti.

Volto para casa e volto a pegar no livro. E a ler-te mais uma vez. E sei que estás também a ler o mesmo livro, a ler-me. A conhecer-me em cada palavra, a desenhar-me em cada linha. E que me anseias. E que me respiras. E que me ouves segredar em todos os teus sonhos "sou tua..." Tenho cada canto da casa repleto de ti. Em cada canto, uma história. Todas as histórias, as nossas e as que contaremos um ao outro. Tenho o coração cheio de ti, os lábios a gritar o teu nome a alma a ansiar o teu conforto. E tu estás demasiadamente cheio de mim.

Batem à porta. És tu. Finalmente chegaste.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Eat Pray Love (1)


In desperate love, we always invent the caracters of our partners, demanding that they be what we need of them, and then feeling devastated when they refuse to perform the role we created in the first place.


Elizabeth Gilbert

quarta-feira, novembro 03, 2010

"That's how I knew this story would break my heart
When you wrote it"