quinta-feira, abril 29, 2010

E Abril foi assim

25 de Abril . Festejámos a Liberdade ao som de Rua da Saudade!


Aniversário da Mãe . 17 de Abril - Fomos ver The Opera Show!!!

Tamariz - Estoril


Churracada - Serra da Arrábida


Páscoa- Festas de S. Gregório - Crato


quinta-feira, abril 22, 2010

Elogio ao Amor*

O que quero fazer é um elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão mesmo ali ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. (...)
O amor transformou-se numa psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão que devia ser desmedida, é na medida do possível. (...)
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". (...) O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa a beleza. (...)
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. (...) Que se invente, e minta e sonhe o que quiser". O amor é uma coisa, a vida é outra. (...) A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que nos escapa das mãos. (...)
*Miguel Esteves Cardoso


Em conversa com ele, não resisti em colocar isto aqui...

quinta-feira, abril 15, 2010

[r]enovar

Enquanto fazia a minha curta (que por vezes parece que não acaba) viagem de metro de regresso a casa, de mais um dia de trabalho cansativo dei por mim a reparar nos óculos da pessoa que acabara de se sentar à minha frente. É estranho, mas nos transportes acabamos sempre por olhar uns para os outros, mesmo sem a intensão de realmente observar. A verdade é que o olhar triste dela deixou-me um pouco mais angustiada do que aquilo que já estava. Olhei para ela mais uma vez e dei por mim a pensar que ela deveria ter tido uma vida complicada. Tinha as mãos já com a pele gasta e cansada. Provavelmente pode ter trabalhado como dosméstica. E divaguei. E olhei para os restantes. E o modo como se comportavam no metro. As posturas, os olhares, os sorrisos, os gestos. Observei desta vez.
O metro chegou à paragem e saí. Foi então que pensei no último ano, nos últimos meses. Flashei alguns momentos importantes (bons ou menos bons) que marcaram o meu tempo e concentrei-me nos últimos dias. Nas pessoas que me rodeiam. Nas novas pessoas que entraram na minha vida. Nos novos sentires. Nas novas dúvidas e finalmente nas novas certezas.
Alguém, me [re]despertou para as descobertas da vida. A aventura do dia-a-dia (até mesmo da segunda feira) ahah. Esse despertar, por diversos motivos, foi muito completo e replecto de sensações. No final da noite, ao deitar, o cansaço e a paz invadiam.
Algo novo havia começado em mim. Outro algo novo.
E hoje, na saída do metro, concentrei-me em respirar fundo, e obrigar-me a sentir de novo essa paz. Fechei os olhos, inspirei, expirei. Abri os olhos, e no céu cinzento que rondou todo o meu dia (dentro de quatro paredes ou fora), o sol mostrou os ares da sua graça.
Outro algo novo [re]começava em mim.