domingo, dezembro 19, 2010

Deixar-se ir, jamais!

Todos os dias havia algo para deixar ir. E todos os dias ele não conseguia. Necessitava de uma rotina estupidamente feliz (ou nem por isso) para poder levar a sua vidinha simples e patética , como todas as vidas. Mas era feliz. Sentia-se feliz assim.
Em todos os lugares havia algo para deixar. Um suspiro, um olhar, um papel embrulhado. Ele tinha sempre dificuldade em largar. Em deixar acontecer, em deixar ir.

Tinha-se convencido que assim tinha de ser e que era a postura mais correcta a manter. Ser assim, agir de acordo com o que deveria ser o correcto. Ele era assim e gostava-se assim. Egocêntrico, firme, e sobretudo tinha todas as certezas do mundo dentro de si. Estava correcto sabia ele. Era assim que tinha de ser. Era assim que queria ser.

E ela chegou e afundou o mundo dele. As certezas tornara-se incertezas e todos os dias se interrogava sobre o mais correcto a fazer. Mas deixar-se ir? Jamais. Nunca se deixaria ir, mesmo entre dúvidas e incertezas, interrogações e pior, ameaços de totais entregas sentimentais.

Um dia, entre copos e cigarros perdeu a compostura. Encostou-a contra a parede, beijou-a e abraçou-a. Agarrou a mão dela e elogiou-a. Disse-lhe o quanto ela era perfeita e o quanto a amava hoje e todos os dias. Disse-lhe que queria ficar com ela hoje e todos os dias. E que queria deixar-se ir com ela, só com ela. Deixaram-se ambos ir e dormiram abraçados.


No dia seguinte ela queria mais, mas ele acordara novamente egocêntrico, firme e sobretudo com todas as certezas de que jamais se deixaria ir novamente.

Ela saiu e ele chorou.

Tinha-se deixado ir, e tinha sido demasisadamente feliz. E agora?

sábado, dezembro 11, 2010

Talking online (1)

Em conversas normais, e entre desabafos ele disse-lhe:

- Esta és tu. Assim como estás agora, a viver tanto esse sentimento. Não és aquela que queria sair e viajar e conhecer e esquecer.

A principio rejeitou de imediato a ideia, respondendo de imediato que ele estava redondamente enganado. Mas minutos depois, pensava com receio nas palavras dele que ecoavam na sua cabeça. Será que a vontade de sair, divertir e viajar era algo que impunha a si própria mais que outra coisa para fingir que a sua vida era agora um pouco mais miserável? Ou será que ela apenas queria viver de sensações, tal como sempre? Seria ela assim, ou estaria já habituada a ser assim. Repensou e respondeu.

- Tens razão. Esta sou eu. Eu vivo deste sentimento e de todos os outros e deixo-me consumir intensamente por eles. Não sei se sou melhor ou pior pessoa por isso. Mais fácil ou mais dificil. Não me interessa. Estás errado também. Eu também quero viajar, quero conhecer e quero viver. Quero deixar-me também consumir por tudo o que isso me possa trazer. Porque eu sou assim na realidade. Sempre com sede de viver, de sentir. Esta sou eu, a embalar-me em todas as sensações de cada momento. Sou eu.

- Ainda bem que assim é. - disse ele.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

quarta-feira, dezembro 01, 2010

voo azul-laranja-amarelado


Não posso ter medo. Está tudo bem. Vai correr tudo bem. Calma... 1,2,3,4,5,6,7,8,9... 10... (pensava). Por algum motivo achou que o facto de estar perto da janela a acalmava, talvez por pensar que seria o único contacto que tinha com o mundo lá fora. Como é suposto, para se preparar para levantar voo, apertou o sinto e ouviu atentamente as instruções que os hospedeiros de bordo davam. Estava nervosa. Sentia cada poro seu a falar com todo o seu corpo. Sentia suores quentes e frios que iam e vinham e se enrolavam na sua respoiração ofegante que temia em acompanhr o tremer das suas pernas. Ouve com atenção. Sem pânico. Calma. Está tudo bem. Vais chegar bem.
Insititiu que o seu medo pelos aviões jamais seria um impedimento para conhecer o mundo.. Conheceu tanto de carro, mas chegara a hora de entrar num outro universo e isso exigia o tão temido.. avião.
Enquanto insistia em permanecer com os pensamentos de auto-ajuda na sua cabeça, porque acreditava nas suas próprias palavras, ia através da janela vendo a pista desaparecer. Chegara a hora: em minutos passou a ver a pista por inteiro, depois o aeroporto, depois alguns prédios em redor, os carros e depressa a sua cidade por inteiro, e os carros (como se fossem de brincar). Por minutos deixou-se encantar por aquela maravilhosa imagem da sua cidade, como se fosse um puzzle, uma cidade para os pequeninos. E subitamente lembrou-se que poderia não pisar aquele chão de novo. O pânico resolveu reaparecer, e os suores, e os tremores, e os receios, e a respiração nervosa e ofegante, e as palpitações que agora aumentavam em fracções de segundos.. E subitamente avistou algo maravilhoso.. as nuvens! Ficou fascinada com a possível textura que elas aparentavam ter, fofas, macias. Apetecia-lhe saltar para lá..tal como uma criança pula em cima da cama dos pais, e salta ,e rebola, como se não houvesse amanhã.
O céu tinha vários tons de laranja e azul e amarelo. Tinha um ar de mistério, e as nuvens não terminavam.. E ela envolvia-se nas várias tonalidades e deixava que a sua mente viajasse agora para uma realidade mais antiga. E lembrava-se de como gostava de brincar com a sua irmã, de como gargalhavam tardes inteiras até perder o fôlego. Ela tinha a certeza que ali, saltitariam de nuvem para nuvem, e que nunca chegariam a estado de exaustão. Lembrava-se que como gostavam de uma boa luta de almofadas.. e as penas iriam sobrevoar todo aquele cenário divinal e cair em cada nuvem que a rodeava. E tudo seria branco, e azul, com laranjas e amarelos raiados.

Chegara ao destino. Estava feliz e tranquila. O corpo havia atingido uma temperatura regular, as pernas estavam seguras e respondiam aos comandos do cérebro, os batimentos haviam estabilizado, a respiração estava pausada, e os receios eram agora sonhos e recordações da paz que sempre teve. E tinha agora. Estava em paz, em terreno novo, pronta para voar por lá, só mais um bocadinho.

terça-feira, novembro 23, 2010

Eat Pray Love (2)


..it is better to live your own destiny imperfectly than to live an imitation of somebody else´s life with perfection. So now I have started living my own life. Imperfect an clumsy as it may look, it is resembling me now, thoroughly.



Elizabeth Gilbert

segunda-feira, novembro 15, 2010

Demasiadamente demasiado



Preparo o jantar e ao saborear penso que está delicioso. Irás gostar com toda a certeza. O teu prato preferido será este. E serei sempre a fazê-lo, sempre que quiseres. Seguidamente, após as tarefas domésticas resolvo relaxar, sentar e ler algumas páginas. Leio-te por todo o livro. Todas as tuas curvas, traços, cores. Estás em cada página, em cada linha, em cada palavra. Tenho pena que este livro não tenha imagens. Queria tanto saber ver-te. Imagino-te assim, tal como tu és. Com os teus olhos, os teus cabelos e o teu sorriso. Com todas as tuas marcas, tatuagens, ou piercings. Tudo o que houver em ti. Vejo-te mover por entre as palavras como que à minha procura e escondo-me sempre que viro a página, e tu reapareces. Fecho o livro, está demasidamente cheio de ti.

Saio de casa e vou até à beira-rio. Vejo-te em cada banco do jardim, ao meu lado sempre. Sinto-te ali, por entre as árvores e a relva. E a água balanceia o teu nome para lá e para cá, enrolando-se nele até não se ouvir mais. A calçada chia ao saber-te ali, ao saber os teus passos, ao conhecer o teu movimento, o teu andar. As árvores trazem-te até mim sempre que o Outuno traz mais uma folha até ao chão. E tu continuas a procurar-me. E eu escondo-me em passos largos. Resolvo sair dali. O jardim está demasiadamente cheio de ti.

Sento-me no café e fumo um cigarro. Estás em todas as mesas, em todos os rostos, em todos os gestos. Todas as vozes falam de ti. O chá fala comigo e conta-me histórias sobre ti. Sobre como tens vivido, e também sobrevivido (sem mim). O doce sabor traz-me o teu cheiro, o teu sabor, o teu toque. Os meus lábios já te conhecem mas não te reconhecem. Apenas reclamam por ti. E levanto-te e volto para o carro. O café está demasiadamente cheio de ti.

Já no carro, tu continuas a seguir-me. Estás lá fora, cá dentro, na música em todas as estações da rádio. Cada melodia é um estado teu. Sei-te alegre, triste, resmungão, exuberante e apaixonado. Estás em cada kilómetro, em cada curva, onde desenhas a nossa estrada e plantas a nossa história em cada pedaço do alcatrão. E fujo. As ruas estão demasiadamente cheias de ti.

Volto para casa e volto a pegar no livro. E a ler-te mais uma vez. E sei que estás também a ler o mesmo livro, a ler-me. A conhecer-me em cada palavra, a desenhar-me em cada linha. E que me anseias. E que me respiras. E que me ouves segredar em todos os teus sonhos "sou tua..." Tenho cada canto da casa repleto de ti. Em cada canto, uma história. Todas as histórias, as nossas e as que contaremos um ao outro. Tenho o coração cheio de ti, os lábios a gritar o teu nome a alma a ansiar o teu conforto. E tu estás demasiadamente cheio de mim.

Batem à porta. És tu. Finalmente chegaste.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Eat Pray Love (1)


In desperate love, we always invent the caracters of our partners, demanding that they be what we need of them, and then feeling devastated when they refuse to perform the role we created in the first place.


Elizabeth Gilbert

quarta-feira, novembro 03, 2010

"That's how I knew this story would break my heart
When you wrote it"

domingo, outubro 24, 2010

Eu, Tu, Ela e Ele. Nós.

Fiquei não sei quanto tempo ali, de olhos fechados apenas a sentir a brisa que teimava em acompanhar o pôr do sol. Fiquei encostada ao teu ombro enquanto lias um livro, mais um livro. Quando de minutos a minutos abria um pouquinho os olhos via-os sempre ali, os dois a brincar. Ele sempre como tu, e ela sempre como eu. É impressionante como os olhos verdes dele tão teus, têm a tua expressividade. Ele é teu, é meu, é nosso. E ela sempre tão princesinha e delicada e sempre tão vivaça. Cabelos claros como os meus, e os teus, os nossos. Ela é minha, e tua,é nossa. E nós temo-nos um ao outro passados estes poucos (muitos) anos. Eu a ti. E tu a mim. Sempre. Na nossa casa, na nossa cama. E aqui, à beira do nosso lago. Onde eles chapinham na água e gritam pelos campos. E somos tão felizes, não somos amor?
E tu dás-me um beijo suave nos lábios a vais brincar com eles. E sorris para mim como que a chamar-me "anda amor, anda". E eu sorrio de volta como que a dizer "deixa-me ficar só mais um pouco a ver-vos". E oiço as garganhas da nossa menina, que teima em trepar as tuas costas e subir até aos teus ombros. Tão pequena e tão traquina. Que carga de trabalhos vai ser esta miúda! E ele tão defensor e tão senhor de si, a tentar puxá-la para baixo e a dizer para que ela tivesse cuidado para nao se magoar. E veio pegar no meu braço e puxar-me até vocês. "Anda mãe, anda". E tu continuavas a chamar-me com o teu olhar caloroso e o teu sorriso rasgado "anda amor, anda."
E eu fui e envolvi-me contigo na brincadeira dos pequenos que é tão deles e tão nossa.

No final do dia regressámos ao quente do nosso lar, de mãos dadas, os quatro. Eu, Tu, Ela e Ele. Nós.

sábado, outubro 09, 2010

A última carta.


Porquê? Continuo a não entender o porquê.. E penso e repenso... E penso sobretudo que poderia ter estado perto de ti. Mais perto de ti. Como dantes lembraste?
Hoje enquanto todos te velavam e te acompanhavam as lágrimas caiam pelo meu rosto e paravam no canto dos meus lábios que sorriam. Entre a revolta de saber que tinhas desistido e a angústia de te imaginar tremendamente desamparada e desesperada, sorria ao lembrar-te e ao lembrar-nos.

Tenho ao meu lado duas fotos nossas. Uma daquela época lembraste? Quando não eramos capazes de passar um dia sem a outra. Se o destino nos colocara em escolas diferentes nós tratavamos de aproveitar bem o tempo juntas: a hora do almoço, a tarde inteira, e quando a noite (por ser véspera de mais um dia de escola) não o permitia escreviamo-nos (por carta e não por msn ou e-mail) e falavámos sobre todos os assuntos que já haviamos falado. Porque não se esgotava, tinhamos sempre algo a dizer e no dia seguinte entregavamos as cartas e prometiamos só ler quando chegassemos cada uma a sua casa.
Lembro-me que me davas na cabeça porque eu amava demais e não sabia como fazer com que disso resultasse um amor retribuido. Eramos apenas duas adolescentes e tu eras meio mãe.
Lembro-me de me ensinares a maquilhar-me: primeiro o creme, depois a base (que compraste comigo) e depois o resto, as sombras o risco.
Lembro-me quando ouviamos vezes sem conta as músicas da Mafalda Veiga e corriamos para ver todos os concertos e choravamos a ouvir a "Cada Lugar Teu" abraçadas.
Lembro-me das tuas gargalhadas.
Lembro-me do teu olhar meigo.
Lembro-me que nem sempre concordava com as tuas atitudes e te achava demasiadamente impulsiva. E lembro-me que isso nos afastou, e nos distanciou.
Lembro-me que me deixei de identificar com o mundo que tinhamos e criei um novo. Lembro-me que sempre que estavamos juntas era como se o ontem fosse o há 6 anos atrás. O teu olhar ainda brilhava e ainda tinhas um carinho para mim ,sempre.

Sabes o que me lembro mais de tudo? O nosso sonho de publicar o livro. O tal livro. O nosso livro: das nossas cartas e dos nossos desejos e dos nossos devaneios. Lembro-me sempre do título "Para sempre é muito tempo..."

E foi querida. Para ti, por qualquer motivo (que não consigo compreender) foi. E será essa a minha homenagem. Um dia publicarei um livro com esse título. Para ti.

E hoje escrevo-te para me despedir. Para te dizer que estou destroçada e que procurarei eternamente um porquê para justificar, para te justificar.
Ficarei a lembrar-te para sempre, todos os dias. Porque em mim guardo um lugar só teu.

Descansa em paz querida.

quarta-feira, setembro 15, 2010

007 - Profissão Penso Higiénico

Atenção estimados senhores desempregados do nosso país (e arredores quem sabe também) chegou a solução para os problemas destes que são ainda de tenra idade (ronda entre os 21 e os 28). A profissão penso higiénico (denominação referida por alguém próximo de mim) chegou para arrasar. Ela é verdadeiramente um arraso, ora vejamos:
- Se és trabalhador, empenhado, com um grau de inteligente considerado médio e tens ambições, prepara-te que vais trabalhar muitoooooooooooooo, vais-te empenhar e vais usar a tua inteligente para estupidificares.

- Se crês que podes aplicar os conhecimentos que adquiriste ao longo da vida académica, e ao longo de experiências adquiridas em outros locais de trabalho estás errado. Vais aprender a desaprender tudo isso e a adquirir noções de trabalho do género biblicas e imperativas a seguir.

- Se consideras que o teu espirito de equipa é grande e proveitoso, e sobretudo que a tua contribuição pode ser uma mais valia para o resultado final do produto... podes até ter essa sorte!!! O mais provável no entanto é aprenderes que em "equipa" reina o espirito do sacrificio e sobretudo do "deixa lá ver se ganho alguma coisa com isto".

Se estão interessados têm de estudar a hipótese de ter perfil ou não para a função porque, atenção, há realmente quem esteja!

Ser penso higiénico não é para qualquer um e o perfil é bem específico, não havendo hipótese de fugir.

Vejamos então os pré-requisitos mais pedidos na maioria das entidades empregadoras:

Procura-se penso higiénico para empresa de renome. Para encarar esta função, o candidato deverá corresponder às seguintes caracteristicas:

- Ser prestável a todo o tempo.

- Fazer horas extras sempre que necessário, considerando fielmente a hipótese de não ter um horário estabelecido.

- Ganhar um ordenado que ronda o ordenado mínimo de modo a poder ter uma gigante qualidade de vida.

- Esquecer tudo o que aprendeu no momento da sua educação, como por exemplo a respeitar e a ser respeitado, esperando vir a aplicar apenas o conhecimento de respeitar o outro.

- Ter uma enorme capacidade de resisitir à pressão, considerando a hipótese de esta mesmo ser a um nível desumano.

- Ter consciência de que a sua função é única e rotativa. O penso higiénico deve socorrer em alturas criticas e sair quando a paz se instala e sobretudo quando os lucros são atribuidos. (Acreditar no lema "usa e deita fora")

- Crêr incodicionalmente que tem muita sorte por ter oportunidade de ser penso higiénico e que tem as melhores condições possíveis.



Como vêm não há motivos para tanto desemprego nos recém-adultos.

Vá minha gente, juntem-se a nós!

segunda-feira, agosto 23, 2010

Gritar as Origens


Apaixono-me todos os dias por uma verdade com que sonho sempre. Enrolo-me numa dança e numa quebra-dança que parece não ter fim e grito. Grito. Não sei se choro, se rio. Se paro se prossigo. Envolvo-me nos meus próprios braços e descanso. Vejo sorrisos e olhares cúmplices de gentes minhas. Corro pelos campos que são tão meus e sinto o intenso perfume das flores mais selvagens que ali existem. Nas paredes de todas as ruas há histórias de momentos meus, e nossos. E ali somos sempre impulsivos. Ali o impulso é o sangue que nos corre nas veis. Somos sempre nós na mais pura forma. Nós em forma completa e colectiva.

Todos os sentires percorrem-me agora o corpo, enquanto continuo ali, ao vosso lado, a cerrar os olhos no imenso azul que nos inunda a alma todos os dias.
Surge em mim, de repente, o pensamento de que sou demasiadamente viciada nas minhas origens. "Vicio saudável"- penso.
Aconchego-me no silêncio que nos rodeia e entre os restantes rostos e acaricio as mãos que me amparam tantas e tantas vezes. Grito[amos] novamente, eu e vocês. E olhamo-nos e soltamos gargalhadas que se perdem naquela imensidão que é tão minha, tão vossa e tão nossa.

E aqui sabemos que somos felizes. Não somos?

sexta-feira, agosto 20, 2010

Palhaçadas do destino - a quebra da rotina

Não têm nunca a sensação de que o vosso universo é igual todos os dias? Os mesmo horários, as mesmas caras, as mesmas atitudes, enfim, a dita chamada e aclamada rotina. É algo com que não me consigo identificar, por mais que tente submeter-me à corriqueira ideia de que a "a vida é mesmo assim. é a vida de adulto". Epah, lamento, mas nao dá.
Ontem soltou-se o grito de liberdade que me aguardava. Fui ao terraço do Clube Ferroviário com o Carlos com a intenção de quebrarmos as nossas rotinas (enquanto colocavamos a conversa em dia sobre as novidades e as não-novidades das nossas vidas), e de ir ver um contador de história são-tomense acompanhado por um músico. Algo de diferente seria com certeza. Interessante também. Mas para quebrar ainda mais a rotina e os planos, os barmen trocaram-nos as certezas e proclamaram uma mudança de horário - meia noite. E decidimos que em véspera do último dia de trabalho da semana (sempre cansativo) não poderíamos ficar (o dito ataque de consciência laboral) para ver, contudo resolvemos beber algo.
Entre comentários, trocas de impressões e partilhas encontrámos o Diogo e depois o amigo do Diogo (que me perdoe por não me lembrar do nome dele) e ainda o outro Diogo. Os Diogos trabalharam ambos no Evoé, um dos Diogos como professor e o outro na produção dos espectáculos e como aluno. E entre as tipicas conversas do "o que é que estás a fazer agora?" e as perguntas sobre o restante pessoal, houve de novo a partilha comum do sentimento de ser artista. E da arte de lutar. E sobretudo da arte de concretizar.

Chamem-lhes [nos] "actores", artistas ou palhaços.
Em palco tudo é permitido.
Em palco somos [sou] livre.
E sinto tanta falta disso.

quinta-feira, agosto 05, 2010

E mais um cartaz das grandiosas!!!!

Ora façam o favor de não faltar,minha gente!!!!

terça-feira, agosto 03, 2010

Adeus António

1954- 2010


"Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento. Agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer."
Obrigada Mestre.

carinho sem idade


Os minutos voam, as horas fogem e os dias passam. Nos vossos olhos vejo uma história não tão em comum, não tão feliz como poderiam(os) querer, não tão infeliz também. Há lá marcas e vazios e dores. Desde pequena que me lembro do quanto vocês sempre foram distantes um do outro. Tu com a tua preocupação constante e bondade extrema. E ela sempre a desmerecer todas as tuas tentativas.

E é no final das vossas vidas que vos vejo a serem companheiros.

E naquele dia, em que vieram juntos despedir-se de mim ao portão do quintal, e a mão dela pousou no teu ombro, eu fotografei-vos na minha memória. Sorri e pensei: Finalmente.

terça-feira, julho 20, 2010

Super Meco Super Sereno

*Meco - SBSR -18 de Julho

Durante a hora e meia que dormi na noite passada sonhei contigo. Sonhei que subia as escadas do teu prédio, nervosa como da primeira vez, e que me abrias a porta com um dos teus sorrisos e que me beijavas e nada dizer. Beijavas e beijavas e beijavas. E acordei.

Acordei, ao contrário do esperado, em paz, calma, serena. Sem angústia, sem lágrimas. Acordei a pensar que não nos beijámos, porque esgotámos as hipóteses e porque nos enrolámos numa dança em que apenas uma pessoa dançava com sentimento. Eu.

Cerrei os olhos mais uma vez. E ficou a dita serenidade. A serenidade alucinante que o Meco instalou em mim. Coração sozinho, mas quente, a prepara-se para novas aventuras, novos ou velhos amores, cenários intemporais e muitos sorrisos. =)



*Meco - SBSR 18 de Julho

sábado, julho 17, 2010

Poços de contradições

"Você é um avião, eu sou um edificio,
Eu sou um abrigo e você é um missil
Eu sou a mata e você é a moto-serra
Eu sou um terremoto e você é a terra.
(...)
Nós somos fogo e gasolina.
(...)
Você é o fósforo e eu sou o pavio
Você é um torpedo e eu sou um navio
Você é o trem e eu sou o trio.
Eu sou um dedo e você é o meu gatinho.
(...)
Nós somos fogo e gasolina.
(...)"

E é assim.

segunda-feira, julho 05, 2010

porque em nós eu procuro sempre "mais uma vez".
=)

sexta-feira, julho 02, 2010

Fico de rastos quando percebo que mesmo em dias demasiadamente atarefados ainda tenho tempo para pensar em ti.

quarta-feira, junho 23, 2010

Largar o que há em vão*

"Mistério do teu lado
Entre o certo e o errado
Bem e o Mal em discussão
Volta a teu o abraço cheio com o coração no meio
Volto eu a disparar
Não percebo o que queres
Diz-me tu o que preferes
Ir embora ou ficar
Este espaço intermédio
Entre a paz e o assédio, não nos deixa evoluir
Não é dor nem fogo posto
É amar sem ser suposto
É difícil resistir.
(...)
Se faz bem ao coração.
Largar o que há em vão.
Faz bem ao coração."
Porque é perfeita para mim. Para nós.
*Tiago Bettencourt

segunda-feira, junho 21, 2010

domingo, maio 30, 2010

algures entre o mexer do café e o olhar fixo.

mexia o café sem parar e insistentemente. tinha o olhar fixo na senhora que acabara de se sentar no banco em frente ao café. porque sim. porque tinha necessidade de parar por uns minutos de olhar em redor, e fixar. sempre gostou de se sentar naquele canto. o seu canto. uma mesa para apenas duas pessoas, onde o sol iluminava apenas um canto e o ar condicionado chato não incomodava no Verão.

- então menina? hoje vai ser só o café? ou ainda está a espera de alguém?
- não, senhor chico. é só o café e sou só eu. obrigada.

era apenas ela sim. como tem sido nos últimos tempos. apenas ela porque não havia lugar para mais ninguém. nem ali naquela cadeira nem na sua vida. o seu coração estava ainda demasiadamente ocupado. e a sua alma explodia uma enorme confusão de sentires.

era apenas ela e só ela. ela e os seus pensamentos. os pensamentos que corriam enquanto observava as pessoas que entravam. eram as habituais. o senhor joaquim. a menina isabel. o antónio e a maria. o olhar deslizava por eles e o sorriso habitual com o usual deitar de cabeça em sinal de cumprimento.

e agora era só ela. o café que continuava a mexer. e a senhora lá fora que tinha também o olhar fixo nela. algures entre aquelas duas solidões havia uma paz a instalar-se.
e ficou assim. ela e a paz do momento.

quinta-feira, maio 20, 2010

Dorian do Wilde??

Óptima interpretação, cenários adequados à epoca, fotografia um pouco escura demais.. mas um filme bem feito.
Porém para quem leu The Picture of Dorian Gray, do famoso Oscar Wilde, por favor não vejam este filme. É uma profunda desilusão pelo tamanho afastamento do filme à obra.

segunda-feira, maio 10, 2010

Ondulares de solidões

"é impossível ser feliz sozinho..." Gal Costa - Wave

Nos últimos dias tenho reflectido sobre o estar sozinho. É bem verdade que nos podemos sentir sozinhos no meio de montões de pessoas, no metro, num concerto, num centro comercial. Mas pior que isso é sentirmos que estamos sozinhos e realmente estarmos. Sinto a permanente necessidade de impedir o sentimento da solidão, e felizmente posso dizer que na maioria das vezes consigo ter sempre alguém ao meu lado com quem não estou sozinha,não me sinto só. A felicidade do ser humano depende muito dos outros. Nós sorrisos com os outros, pelos outros, (até dos outros por vezes), choramos também. A partilha é algo inevitável. E eu adoro. Adoro poder partilhar tudo com aqueles que são os "meus". Tenho essa urgência: Partilhar o meu Mundo, que, já alguém me disse, não é só meu, é NOSSO! E não é que essa sensação me é tão natural?

A verdade é que um dos meus grandes pânicos é ficar sozinha. Já ouvi dizer que a solidão pode matar, mas discordo. Creio que pode fazer pior:enlouquecer. Deparei-me há uns tempos com alguém que me disse que eu não estava preparada para um dia ficar sozinha. Mas será que alguém está? Eu não estou, isso é certo. Não quero estar. E para ser sincera pretendo nunca estar. E lutarei por isso.
Porque para mim ser feliz é isso. É partilhar sensações. Tudo na base disso. =)

quinta-feira, abril 29, 2010

E Abril foi assim

25 de Abril . Festejámos a Liberdade ao som de Rua da Saudade!


Aniversário da Mãe . 17 de Abril - Fomos ver The Opera Show!!!

Tamariz - Estoril


Churracada - Serra da Arrábida


Páscoa- Festas de S. Gregório - Crato


quinta-feira, abril 22, 2010

Elogio ao Amor*

O que quero fazer é um elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão mesmo ali ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. (...)
O amor transformou-se numa psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão que devia ser desmedida, é na medida do possível. (...)
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". (...) O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa a beleza. (...)
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. (...) Que se invente, e minta e sonhe o que quiser". O amor é uma coisa, a vida é outra. (...) A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que nos escapa das mãos. (...)
*Miguel Esteves Cardoso


Em conversa com ele, não resisti em colocar isto aqui...

quinta-feira, abril 15, 2010

[r]enovar

Enquanto fazia a minha curta (que por vezes parece que não acaba) viagem de metro de regresso a casa, de mais um dia de trabalho cansativo dei por mim a reparar nos óculos da pessoa que acabara de se sentar à minha frente. É estranho, mas nos transportes acabamos sempre por olhar uns para os outros, mesmo sem a intensão de realmente observar. A verdade é que o olhar triste dela deixou-me um pouco mais angustiada do que aquilo que já estava. Olhei para ela mais uma vez e dei por mim a pensar que ela deveria ter tido uma vida complicada. Tinha as mãos já com a pele gasta e cansada. Provavelmente pode ter trabalhado como dosméstica. E divaguei. E olhei para os restantes. E o modo como se comportavam no metro. As posturas, os olhares, os sorrisos, os gestos. Observei desta vez.
O metro chegou à paragem e saí. Foi então que pensei no último ano, nos últimos meses. Flashei alguns momentos importantes (bons ou menos bons) que marcaram o meu tempo e concentrei-me nos últimos dias. Nas pessoas que me rodeiam. Nas novas pessoas que entraram na minha vida. Nos novos sentires. Nas novas dúvidas e finalmente nas novas certezas.
Alguém, me [re]despertou para as descobertas da vida. A aventura do dia-a-dia (até mesmo da segunda feira) ahah. Esse despertar, por diversos motivos, foi muito completo e replecto de sensações. No final da noite, ao deitar, o cansaço e a paz invadiam.
Algo novo havia começado em mim. Outro algo novo.
E hoje, na saída do metro, concentrei-me em respirar fundo, e obrigar-me a sentir de novo essa paz. Fechei os olhos, inspirei, expirei. Abri os olhos, e no céu cinzento que rondou todo o meu dia (dentro de quatro paredes ou fora), o sol mostrou os ares da sua graça.
Outro algo novo [re]começava em mim.

segunda-feira, março 29, 2010

be certain, be sure

não suporto dúvidas. corroem-me a alma até à exaustão. a dúvida acarreta consigo instabilidade e ansiedade e isso certamente simplesmente não combina comigo. eu sou de certezas claras. ou é ou não é. simples,parece-me. ou sim, ou não. ou esquerda ou direita. ou frente ou trás. ficar no meio do caminho é simplesmente demasiado doloroso.

uma coisa é certa. depois da dúvida, quando a certeza se instala (se ela boa ou má), há sempre uma certa paz que se instala. e é assim que sei viver. é assim que me sei ser.

segunda-feira, março 22, 2010

cansada de tanta macacada.

passam-me frases autobiográficas bela cabeça. recordo frases. olhares. sorrisos. recordo sobretudo sentires. e paro. fecho os olhos. e sinto. e o coração aperta. e há as borboletas no estomago. e ansiedade.tenho o enorme defeito de ser expectante. de esperar. de apostar. de acreditar. tudo em medidas completamente desmedidas. aliás, eu sou desmedida. tantas vezes não disse já o que queria e o que não queria. o que pensava e o que fingia pensar. sempre disse o que sentia. isso é uma verdade. mais do as palavras, os meus olhos sempre disseram tudo de mim. a m. sempre me disse que eu tinha um olhar triste nas fotos. e eu achava demasiado estranho como é que em momentos tão felizes eu poderia ter um olhar triste. sorria para tamanha parvoeira e esquecia o assunto. depois conheci a realidade de alguns povos que acreditam que a fotografia rouba a alma das pessoas. e o engraçado é que eu tenho uma paixão qualquer que não se entende bem por fotografias. talvez queria capturar os momentos em que sou feliz. e sentir-me sempre lá. como se eles fossem eternos.
a extremista, expectante e desmedida é também... demasiado utópica. =)

domingo, março 14, 2010

O Sol hoje iluminou o verde dos campos que os meus olhos percorreram na pequena viagem a caminho das minhas origens. e os amigos mais velhinhos vieram espreitar a beleza da vila. as paredes em pedra, o branco iluminado, o céu azul e a eterna imensidão do MEU tão amado Alentejo!!!

Hoje foi um bom dia =)

domingo, março 07, 2010

Invictus*

eu acredito nas imperfeições.
não acredito no príncipe perfeito, mas sim no príncipe.
não acredito na felicidade plena, mas em momentos felizes.
não acredito nos planos infalíveis, mas nas supresas que podem surgir na hora.
não acredito em eternidades, mas em para sempres.
não acredito em viver feliz para sempre, mas simplesmente em viver. ir vivendo.
e como sabe bem...

I am the master of my fate.
I am the captain of my soul.
*Invictus - William Ernest Henley

sexta-feira, março 05, 2010

Heroes & Saints

Turn the lights down
Rest your case
Leave me lonely, sugar
This honeymoon is allright
State your rights lightly
Leave your wicked minds outside
Time has come, to rest this tired eyes
Forever on, these secret given vows will sit around by me
They´re stronger than anything, than anything

Night is allright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we´ll get ourselfs burned!
Heroes and Saints, better stand by our side now
By our side

Reason says-
Please don´t break
Fortune is the way it swings
Surely we´ll get by
Treason leaves, and whenever i preach
Deep within, these promise fade.
For lullaby song, on this night of ours
Place our bets in here
To be stronger than anything
Than anything

(...)

Lindo demais...
Não sai do ouvido, da cabeça, das palavras...
*Nikolaj Grandjean

segunda-feira, março 01, 2010

Lion´s

SSSSPPPPPPPPOOOOOOOOOOORRTTTTTTTTTIIIIIIIIINNNNGGGGGGG!!


(e chega, nao? lol)

domingo, fevereiro 28, 2010

Após alguma ausência.. aqui ficam fotos de alguns bons momentos deste mês =)
A Spider´s Monday, que nos valeu o grande prémio =P


As bailarinas do Cantigas Bar :)


Gui Boratto @ Gossip* E lá fomos as 3 :D



Há que referir que houve 3 aniversários importantes =) (Paty, Bih e Leninha) dos quais, dois resultaram em comemorações bem boas também =)
Mês em grande!
Que venha Março!

sábado, fevereiro 06, 2010

Remix em Pessoa

Eu e a Su fomos ver Remix em Pessoa e valeu muito a pena.


Escolha perfeita dos poemas.


O Jô esteve fenomenal...

Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...





Até dia 7 ainda há tempo. Vão assistir. Vale a pena!!!

sábado, janeiro 30, 2010

cor da saudade*

- Avó, hoje na escola a professora pediu para fazermos um desenho. Sabes o que fiz? Desenhei eu mais a professora na praia.
- Foi? E como pintaste?
- Pintei a areia de amarelo e o mar da cor azul.
- E a prancha de surf? - interveio um senhor
(alguns segundos depois, em quase segredo, para a avó)
- Aquele senhor não sabe que as meninas não gostam de pranchas? Eu pelo menos não gosto...

E no embalar do 18E, eu sorri, e depois de um dia exaustivo, e sob muita pressão de trabalho..ainda assim sorri. E tive tantas saudades dos meus meninos... das minhas aulas...

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Visitem =)

A pedido a minha Ritinha e por acréscimo da Margarida, a Tia Maria coloca aqui no blog o site do pai de família, talentoso fotógrafo (diga-se),Pedro Patrício, para que possam passar um bom tempo a deliciarem-se com as fotos e quem sabe comprar alguma coisinha. Boa?
Aqui vai..
Have fun!

Madrid em Flash

Depois de uma semana de férias (que pareceu demasiado pequena) e já de volta ao trabalho, deixo umas fotos dos 3 dias em Madrid =)

Catedral de Almudena


Palacio Real

Parque del Retiro


Estación de Atocha


(verdadeira lufada de ar freco...)






quinta-feira, janeiro 14, 2010

the road to home*

É nas várias viagens que faço sozinha entre as minhas duas casas (Lisboa - Alentejo) que dou por mim a habitar as pequenas aldeias ou vilas desertas com os sonhos que a minha mente teima em criar. As lembranças de pequenos e marcantes momentos habitam em cada rua abandonada e sorriem para mim. E é aí que dentro do carro, sozinha, suspiro, com saudades de algo que não cheguei a conhecer ainda, ou então simplesmente com saudades de coisa nenhuma.
É nas várias viagens por entre estas terras desertas que dou por mim a fixar o olhar na estrada, reparando que lá no fundo, onde o tracejado da estrada se encontra e se abraça, estou eu a encontrar-me de novo e de novo e de novo. E surgem sorrisos por momentos felizes. E sorrisos por momentos que ainda hão-de chegar. E as saudades. Sempre as saudades..
Acorda. Chegaste ao destino. Abre o carro, retira a bagagem e entra em casa.
* Amy Macdonald

domingo, janeiro 03, 2010

dois mil e dez

E assim entrámos em 2010! =)






Este sorrisos (entre brincadeiras) trouxeram mais uma vez muita alegria na entrada de um novo ano e sobretudo para fechar um ano em que podemos contar, novamente, tantas aventuras, brincadeiras, tristezas, alegrias!

A Bih não esteve connosco mas não me esqueci dela, nem da família, de ninguém.

Este ano pedi os desejos, chorei de alegria entre braços tão já conhecidos, e sobretudo retomei a esperança de um ano melhor (como faço todos os anos!).

Para este novo ano desejo muita sorte, muita alegria, e sobretudo muito optimismo, para que as dificuldades que possam aparecer sejam ultrapassadas da melhor maneira!

Para mim, desejo que estes sorrisos continuem a acompanhar-me, sempre.